Um membro teve relação sexual antes do casamento, qual a posição da Igreja?

↑ Algumas pessoas se relacionam sexualmente antes do casamento. Esta é uma realidade e a Igreja não pode se omitir diante dela. Por isso, a IASD (Igreja Adventista do Sétimo Dia) continua a amar aqueles que tiveram esta atitude, mas, deixa claro que desaprova este comportamento. Desta forma, a Igreja toma uma de três posições, considerando o caso:

1. O CASO TORNOU-SE PÚBLICO, PORÉM, SE CASARAM

  • O casal deve ser aconselhado a fazer apenas a cerimônia civil e dispensar a religiosa;
  • Nenhum pastor Adventista deve participar de qualquer cerimônia religiosa nestes casos;
  • Alguns querem que o pastor compareça a festa e diga apenas algumas palavras ou faça uma oração. Os pastores estão desautorizados a participar de qualquer atividade que se relacione com a cerimônia religiosa nesses casos;
  • Se as pessoas se casaram a Igreja considera o caso consertado. Por isso, recomenda que elas não sejam removidas da Igreja, mas, seja aplicada uma disciplina por censura para mostrar a sua desaprovação ao comportamento;
  • O período da censura é definido pela Igreja local dependendo das circustâncias que envolveram o caso.

2. O CASO TORNOU-SE PÚBLICO, MAS, NÃO SE CASARAM

  • Recomenda-se que as pessoas envolvidas sejam removidas do rol de membros;
  • Após o rebatismo, eles estão livres e desempedidos;
  • Somente não poderão se casar na Igreja se for com a mesma pessoa que fornicaram;
  • São considerados aptos para o casamento na Igreja com outra pessoa, uma vez que, como qualquer outra pessoa, teve seus problemas, mas, consertou a vida com Deus e com a Igreja.

3. O CASO É APENAS DO CONHECIMENTO DO PASTOR

  • Considerando que devido a sua atividade o pastor profissionalmente e eticamente ouve segredos por questão de confiança, a Igreja recomenda a realização do casamento religioso, no caso em que a relação pré-matrimonial for do conhecimento apenas do pastor e o casal assegure que a noiva não está grávida;
  • Caso o sigilo seja quebrado, deverá haver disciplina para quem violou a ética, seja o pastor ou os noivos;
  • Se o pastor, por uma questão de consciência não se sentir a vontade para realização deste casamento, ele deve dar apoio aos noivos para convidarem um outro pastor.

Fontes:

Voto Administrativo da União Nordeste Brasileira, 2006/037.

Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, edição 2010.

10 diferenças entre gerentes e líderes

↑ O mundo corporativo e eclesiástico necessita mais de líderes do que gerentes. Você sabe quais são as principais diferenças entre os dois?

Warren G. Bennis escreveu sobre algumas delas. Seguem dez para você pensar:

  1. O gerente administra; o líder inova.
  2. O gerente mantém; o líder desenvolve.
  3. O gerente foca na estrutura e nos sistemas; o líder foca nas pessoas.
  4. O gerente depende do controle; o líder inspira confiança.
  5. O gerente tem uma visão de curto prazo; o líder tem uma perspectiva de longo prazo.
  6. O gerente pergunta como e quando; o líder pergunta o que e por quê.
  7. O gerente olha para a linha final do balanço; o líder olha para a linha do horizonte.
  8. O gerente aceita o status quo; o líder desafia.
  9. O gerente é o clássico bom soldado; o líder é ele mesmo.
  10. O gerente faz tudo certinho; o líder faz a coisa certa.

E aí, você é gerente ou líder? Caso seja gerente e queira se tornar líder, acredite, a liderança pode ser aprendida.

Aquele abraço!

Otavio Barreto

Multiplique a liderança em 5 passos

| A necessidade de líderes que se levantem nas igrejas para conduzir as pessoas à missão é urgente. Como começar? Acredito que devemos começar incentivando os líderes que já estão atuando a multiplicarem sua liderança. É provável que você que está lendo este post já seja um líder. Por isso, incentivo você a seguir esses cinco passos para multiplicar a sua liderança.

1. SONHAR

O primeiro passo para você multiplicar sua liderança é sonhar com uma rede de líderes que começará com você. Imagine líderes se levantando e influenciando pessoas a seguirem a Cristo em cada rua do seu bairro. Fantástico, não é mesmo?

“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

Martin Luther King

2. ORAR

Ore com fé pedindo a Deus que te mostre pessoas dispostas a servir. Essas pessoas precisam ter o coração aberto para aprender e uma paixão transbordante pela Igreja. Deus irá levantar pessoas e você as conhecerá.

3. CHAMAR

Convide as pessoas que o Espírito Santo impressionar o seu coração para uma jornada de crescimento e missão jamais vistos em sua igreja. Compartilhe com elas a visão que o Espírito Santo colocou no seu coração. Acredite, muitos aceitarão o chamado.

4. DEMONSTRAR

Não espere que eles ajam diferente de você. Por isso, demonstre como deve ser um líder cristão em todos os aspectos, não apenas na igreja, mas no dia a dia. Líderes saudáveis são formados por outros líderes saudáveis.

5. ENVIAR

Finalmente, chegou a hora de você enviar esse aprendiz para sua missão. Isso fará parte do crescimento dele como líder. Envie sem medo dos erros que ele poderá cometer. Esteja sempre disposto a orientá-lo e fale palavras de encorajamento. Você irá se surpreender.

Focados na formação de líderes, juntos iremos levantar uma geração de pessoas dispostas a influenciar a sua sociedade com a mensagem de Cristo. Eu acredito que podemos ver Jesus Cristo voltar em nossa geração. Levante-se como líder, forme outros líderes e veja sua Igreja fazer o que nunca foi feito.

Um forte abraço!

Otavio Barreto

Ministérios e Finanças: Um Guia Simplificado para Líderes Locais

Os diversos ministérios da igreja possibilitam o desenvolvimento dos dons de seus membros e o serviço à comunidade. Sem dúvida, as atividades realizadas fazem a diferença entre uma igreja viva ou morta.  Para que algumas ações aconteçam os ministérios se encontram diante da necessidade de recursos. E agora, o que fazer?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui um manual mundial, chamado Manual da Igreja, que regulamenta o procedimento que deve ser adotado no uso das finanças da igreja. O responsável por guardar os fundos e cumprir esse procedimento é o tesoureiro (também pode ser uma tesoureira). Antes de prosseguirmos, precisamos entender os principais deveres e limitações desse oficial.

  1. Como todos os demais oficiais da igreja, o tesoureiro é eleito pela igreja por um período de um ou dois anos, podendo ser reeleito a cada período.
  2. Ele é responsável por guardar todos os recursos da igreja, inclusive os dos ministérios, em uma conta bancária em nome da igreja (Manual da Igreja, 2010, p.84).
  3. Todos os recursos pertencem à igreja local e podem ser gastos pelo tesoureiro unicamente com autorização da Comissão da Igreja ou de uma reunião administrativa (Ibdem, p.85). Isto é, o tesoureiro não atua independentemente. Ele libera os recursos apenas com autorização das comissões responsáveis (Ibdem, p.142).
  4. Ele deve emitir com prontidão recibos de todo dinheiro recebido dos membros e ministérios (Ibdem, p.87).
  5. Ele é responsável por prestar relatório de todos os valores recebidos e gastos. (Idem).

Agora que entendemos melhor a função do tesoureiro, podemos saber como o líder de ministério deve proceder para obter e utilizar os recursos disponíveis.

  1. A melhor maneira do líder conseguir recursos para o seu ministério é incentivar os membros a serem doadores fiéis e sistemáticos. Quando os membros da igreja são pactuantes todos os ministérios são abençoados.
  2. Alguns métodos de angariar fundos não são aceitáveis. São eles:

“Para obtenção de dinheiro para fins religiosos, a que meio recorreram muitas igrejas? Bazares, comidas, quermesses, e até rifas e coisas semelhantes. Frequentemente, o lugar sagrado para o culto divino é profanado por festanças em que se come e bebe, compra e vende, e as pessoas se divertem. Dessa forma desaparece na mente dos jovens o respeito à casa de Deus e a Seu culto. Enfraquece o domínio próprio. O egoísmo, o apetite e o amor à ostentação são estimulados e fortalecidos com a prática” (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p.91).

  1. Quando o ministério fizer algum tipo de arrecadação, como o Clube de Aventureiros ou Desbravadores, por exemplo, esse dinheiro deve ser entregue ao tesoureiro que emitirá um recibo em nome do ministério (Manual da Igreja, p.85, 86).
  2. Faça um planejamento das ações que você pretende realizar incluindo os objetivos e custos.
  3. Solicite a secretária da igreja que inclua o item na pauta da próxima Comissão da Igreja.
  4. Defenda os benefícios que essa ação trará para o corpo de Cristo com o espírito cristão, sabendo que a comissão pode entender que esse não é o melhor momento para o que você está planejando. Aceite a direção de Deus.
  5. Tendo sido autorizado pela comissão, combine com o tesoureiro a melhor forma de você retirar o recurso.
  6. Preste contas imediatamente ao gasto utilizando cupom fiscal. A tesouraria não aceita recibo comum.

Temos o privilégio de pertencer e servir a uma igreja organizada e transparente. Todos os procedimentos são para garantir a maior transparência e ordem na Casa de Deus. Que o seu ministério produza muitos frutos para o Reino de Deus.

Maranata!

Otavio Barreto

Conduzindo uma boa conversa no Pequeno Grupo

Você gosta de conversar? Para a maioria das pessoas a resposta é sim. A boa notícia é que o Pequeno Grupo é um ótimo lugar para isso. Todavia, sabemos que as suas reuniões devem ser informais e, ao mesmo tempo, com propósito. Daí vem a pergunta: Como dirigir um encontro informal e edificante ao mesmo tempo?

O site Christianity Today publicou um artigo do experiente líder de pequenos grupos JoHannah Reardon falando sobre esse assunto.[1] Ele menciona alguns pontos que os líderes devem observar para uma boa conversa nas reuniões do PG. Gostaria de compartilhar com você alguns.

  • Faça boas perguntas ao invés de levar apenas informações.

Boas discussões envolvem boas perguntas. Faça perguntas abertas que permitam aos participantes darem a sua opinião e responderem além de um sim ou não.

Normalmente, você como líder se preparou antes para transmitir a lição. Porém, evite dar a resposta imediatamente porque pode anular a eficácia da discussão. Além disso, considere as diversas opiniões sobre o assunto, mesmo que você pense diferente. Espere para dar a sua opinião ao final da discussão, incentivando todos a estudarem a Palavra de Deus, mas, sem dar aquela “alfinetada”.

  • Refaça uma pergunta que não obteve resposta.

Algumas vezes você pode fazer uma pergunta muito interessante e não obter respostas.  Assim que a pergunta for feita dê um tempo para o grupo pensar e responder. Por exemplo, você diz: “O que a Igreja pode fazer para contribuir com o desenvolvimento da saúde da comunidade?”. Após algum instante, se você não tiver nenhuma resposta, refaça a pergunta. Você pode dizer: “A igreja pode contribuir para o desenvolvimento da saúde na comunidade? Se sim, como? Se não, por que?”

  • Transmita amor, não julgamento.

Os membros do seu pequeno não vão responder honestamente as suas perguntas ou até mesmo não irão voltar às reuniões se eles forem ridicularizados por suas respostas. Se um membro do grupo falar uma heresia, ela deve ser combatida. Porém, se ele não está tentando recrutar pessoas para as suas ideias, mas, apenas não possui o conhecimento correto sobre determinado assunto, você não precisa dizer: “Isso é uma heresia!”. Você poderá explicar que esse assunto já foi questionado outras vezes na história do cristianismo e foi respondido. Você poderá dedicar um tempo a parte com esse membro ou estudar o assunto em outra reunião do pequeno grupo. Caso você não domine profundamente o tema, deverá convidar outra pessoa para explanar o assunto. Com essa atitude você demonstrará amor pela pessoa e a importância que ela tem.

  • Mantenha a discussão na trilha.

Certamente, em algum momento, respostas tentarão colocar a discussão em uma direção muito distante do objetivo do estudo. Gentilmente, você deve conduzir a discussão de volta ao seu objetivo. Aproveite os ganchos das respostas e retorne ao ponto.

Que dicas boas, heim?! Mas não esqueça: tudo deve ser feito com oração. Ao lado de Deus você será um instrumento para abençoar outras vidas.

Aquele abraço!

Otavio Barreto

[1] Reardon, JoHannah. How to lead a good discussion. Disponível em: www.christianitytoday.com Acesso: 16/04/2013.

Um novo significado para missão

Em algum momento todo líder pergunta a si mesmo qual a missão da igreja. A palavra missão nem sempre teve no cristianismo o significado de atividades de expansão da igreja que possui hoje. Manfred Kohl, estudioso do tema, afirma que até os séculos XVI e XVII, missão era um termo teológico usado exclusivamente para referir-se à Trindade no contexto do envio de Jesus Cristo ou do Espírito Santo.[1] Todavia, o Cristo enviado enviou os seus discípulos com uma missão, um propósito, e o Espírito Santo para capacitá-los (Mt 28:18-20; Mc 16:15-18; At 1:5-8).

Por isso, entendo que missão é o cumprimento do que Deus quer fazer através da Sua igreja. Pois, primariamente, a missão é do próprio Deus – missio dei. O missiólogo Daniel Rode concorda ao dizer que Deus não chamou a igreja a existência como um fim em si mesma, mas para cumprir o Seu propósito, isto é, continuar a obra do Senhor por todo o mundo e fazer o que Ele faria se estivesse aqui.[2] Isso quer dizer que a igreja não tem simplesmente uma missão, ela é a própria missão. Como traduzir isso na prática?

Khol responde ao falar que a missão da igreja deve ser integral, preocupada com o todas das pessoas, não separando o espiritual do social; ela deve ser eclesiológica, uma responsabilidade comum da igreja mundial para com o mundo todo; engajada em parcerias locais; estratégica, formando liderança local; focada nos pobres e ricos; deve ter uma face humana, com pessoas não apenas colaborando com os seus recursos, mas, participando ativamente; fiel aos recursos enviados, prestando contas das finanças; e, finalmente, a missão deve ser informativa para aqueles que apoiam o trabalho missionário.[3] Assim, a igreja estará cumprindo a sua missão e a palavra terá o seu significado compreendido.


[1]
KOHL, Manfred Waldemar; BARRO, Antonio Carlos (Org.). Missão integral transformadora. Londrina: Descoberta, 2006. p.47-48.

[2] RODE, Daniel Julio. Como surgen nuevas iglesias: algunos aportes y experiências latino-americanas. Libertador San Martín: Universidad Adventista del Plata, 2013. p.5.

[3] KOHL, Manfred W. op.cit. . p.51-57.